Filme: Destruição Final - O último refúgio

 


Título Original: Greenland 

Diretor: Ric Roman Waugh

Gênero: Action | Drama | Thriller

País: USA | UK

Elenco: Gerard Butler (John Garrity), Morena Baccarin (Allison Garrity), Roger Dale Floyd (Nathan Garrity)

Data de Lançamento: 18 de Dezembro de 2020 (USA)

Nota IMDB: 6.4/10


No início do filme acompanhamos John Garrity (Gerard Butler) a caminho do aniverário do filho Nathan Garrity (Roger Dale Floyd). Em seguida somos apresentados a dinâmica familiar, e a história principal do filme é apresentada por Nathan ao contar para John sobre o cometa Clarke que vai passar próximo a terra.

A premissa do filme não é inovadora - um evento astronômico que ameaça a vida na terra e pode causar sua extinção. O roteiro é recheado de clichês e os personagens são inseridos em conflitos familiares rasos e dramas superficiais que hollywood adora exibir. Separação familiar, pais culpados, filho problemático. No caso de Greenland, o apelo dramático fica por conta da diabetes de Nathan.

O roteiro tenta uma abordagem diferenciada dos filmes apocalípticos ao tentar explorar conflitos sociais diante do possível fim do mundo. No entanto, a construção dos personagens não é cativante, os conflitos são mau explorados e a história não transmite veracidade. 

As cenas de destruição tão esperadas em filmes de desastres naturais não acontecem, diferente de outros filmes como 2012 (2009), O dia depois de amanhã (2004) e Impacto Profundo (1998) que marcaram o imaginário do público com cenas clássicas. Quem não lembra da onda gigante em O dia depois de amanhã ou da terra se abrindo em 2012?? Então, Destruição Final - O último refúgio não tem cenas clássicas de destruição (!!??), e o filme não entrega um climax como em filmes com a mesma temática. O fim do mundo parece ser conveniente - plano de fundo- para que o casal John e Allison faça a reconciliação. 

O roteiro chega a ficar cansativo e o meio do filme é confuso, sem um ápice. O público descobre o motivo da saparação do casal protagonista através de um diálogo raso e desnecessário entre John e o pai de Allison. Outro ponto de crítica é todo o esforço que Allison faz para chegar na casa do pai em Lexington, e depois resolve seguir a ideia de John de partir para Groelândia, onde o exército tem abrigos subterrâneos. 

O filme também insiste que tentar ser "politicamente correto". Durante todo o filme podemos ver atos solícitos em momentos sem contexto, muita "forçação de barra". A tentativa de mostrar que as pessoas podem ser solidárias mesmo em situações extremas parece que foi mais importante, do que criar cenas impactantes do cometa destruindo a terra. Chato demais. 

O final do filme é decepcionante e como outros filmes do gênero entrega um desfecho cheio de esperança com os protagonistas sobrevivendo. Se levarmos em consideração que os 25% de sobreviventes vai encontrar um mundo sem leis e sem estrutura, provavelmente os conflitos diante da fome e escassez são ameaças com um nível maior de mortalidade. Enfim, o filme não traz questões profundas assim. 


Nota do Cena de Cinema: 3,0/10


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